Durante la Tormenta trás a ideia instigante e sedutora sobre mudar o que não podemos mais mudar

O filme sobre uma falha temporal no continuo espaço-tempo, é emocionante e carregado de revira-voltas sem muita profundidade.

Filmes sobre viagens temporais são muito impressionantes quando bem feitos e produzidos, e esse é o caso da longa Durante a Tormenta. Entrou no catálogo da Netflix recentemente, e me surpreendeu pela narrativa bem sustentada. Mesmo não sendo perfeito, a direção e o roteiro de
Oriol Paulo, levaram o filme a um final cheio de revira-voltas e clichês emocionantes.

Numa noite durante uma tempestade elétrica, Vera Roy , muito bem interpretada pela Adriana Ugarte, encontra em sua casa recém comprada, uma TV com uma câmera e vídeos cassetes. E de um dia para noite ela se transforma na heroína de uma criança de 12 anos, que morreria num acidente ao descobrir um crime bárbaro na casa da sua vizinha. Só que a criança que salvará, é de um passado de 25 anos atrás, e as datas de ambas as realidade são as mesmas. Então tudo muda. Ela se encontra em uma realidade totalmente diferente, sem memória, sem seu marido e sem a sua filha, que nem havia nascido. Em seguida o que vemos é um roteiro sendo desdobrado de foma misteriosa e melodramática.

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Vera se vê tropeçando e correndo nessa realidade numa velocidade impressionante. Ela começa a juntar o quebra-cabeça, e tudo é bem explicado mas sem muita profundidade, e acredite, depois que a longa termina tudo faz muito sentido. O filme é como um efeito borboleta, as ações do passado afetam o futuro, e vice-versa. Os detalhes afetam e muito a vida dos personagens e todos os personagens vão ter extrema importância para a solução da problemática que o filme nos apresenta.

Toda a longa é envolvida numa atmosfera de mistério, do começo ao fim. A fotografia escura, cenas noturnas, o céu nublado, com tiros de raios a todo momento, relógios e mais relógios, um assassinato impune e mal resolvido, sem tirar o crédito da trilha sonora impressionante, e todos esses elementos vão dando mais sentido ao final previsível, carregado de emoções e soluções óbvias.

O filme não chega a ser nada muito complexo como a série Dark, que trata sobre viagem temporal de uma forma mais profunda. Oriol nos apresentou uma narrativa sedutora que mexe com questões e angústias humanas de mudar o que não poder ser alterado. O destino é algo que não mudamos. E nessas duas tormentas, Vera se depara com uma realidade que apresentou várias problemáticas que vão ajuda-la a resolver na sua própria realidade, mas foi um filme, na nossa dura realidade temos que viver com a pergunta de como seria o resultado das coisas se as decisões que cabem a nós, fossem outras. Não temos o controle da vida.

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