Agora essa Pabllo Vittar foi longe demais!

E voltei! Faz algum tempo que não escrevo né gente? Andei bem ocupado nesses últimos dias, mas enfim, o que importa, é que eu voltei pra falar do novo testamento do pop nacional, Não Para Não, do nosso diamante lapidado Pabllo Vittar.

Já estávamos SEDENTOS pelos próximos passos da drag Pabllo Vittar. Conhecidíssima pelo seu talento, beleza e principalmente pelo impacto que ela trouxe ao conseguir fazer seu single K.O debutar no top 5 do Spotify Brasil e pela sua parceria com a Anitta e Diplo. Pabllo vem ganhando espaço na indústria fonográfica brasileira e eu nem sei explicar pra vocês em como isso é importante pra comunidade LGBT. Sem pink money.

O sucessor de Problema Seu só tem 26 minutos, e as 10 faixas não chegam a 3min direito. Mas tudo é bem compensado, deixando um gostinho de quero mais no final. Ela trouxe novamente o brega com a pegada pop, samba, axé e funk, um disco bem brasileiro.

Não para Não é um hinário sem precedentes. Pabllo vem com o vocal destruindo corações, sofrendo por eles no arrocha, e se amando muito. Um dos maiores acertos da Pabllo nesse disco, foram os featurings. Em Ouro, ela vem com Urias dizendo que devemos brilhar igual ouro, porque os dias ruins ja acabaram. Dilsinho trouxe uma combinação perfeita cantando Trago seu Amor de Volta, tanto com o pagodinho quanto na voz da Vittar, a música é um verdadeiro hit romântico.

Vai Embora com a Ludmilla pode ser uma bomba? SIM! Mas tem uma cara de hit de carnaval e por mais que a letra não seja uma das melhores, a sonoridade é convite pra se jogar na marchinha de carnaval. Mas eu deixo meu coração entregue a faixa No Hablo Español. Ela fugiu um pouco da linha, e trouxe uma musica latina, toda trabalhada na sensualidade e duplo sentido. Obrigado por isso Pabllo ❤

Vittar conseguiu nos dar outro disco incrível e muito viciante. Letra com verso facei de ser cantados e gritados. E se você esperava um álbum repleto de militância não fique decepcionado. Pois Pabllo é a própria bandeira LGBT. Ela é tudo o que a direita e os tradicionais mais julgam: Gay, nordestina, tem a voz fina, é afeminada, que fala por suas atitudes e não só pelas músicas sobre amor e festas, e está aqui por nós. Mas é sempre bom lembrar que não é só ela, Pabllo vem com um bonde de travestis e drags, que brilham e dão o nome, quebrando paradigmas e militando muito nesses tempos de incertezas e ansiedade. Mas é como dizem, “Agora essa Pabllo Vittar foi longe demais!”

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