A honestidade crua e nítida de SZA em Ctrl

Com um notório talento para falar de seus sentimentos sem qualquer dificuldade, SZA tem ganhado o mundo, seja cantando ou produzindo. Então decidi fazer esse review, para mostrar e enaltecer o Ctrl, debut da SZA lançado em 2017, aclamado pela critica reforça a grande artista que SZA se tornou. Ela é uma artista completa, tem uma voz incrível e suas composições tocam seguidas de lindas melodias do R&B, hip-hop e soul.

Seu último trabalho foi à trilha sonora de Pantera Negra, onde cantou ao lado de grandes nomes da música como Kendrick Lamar, Khalid e The Weeknd.

A música vem sendo uma ótima maneira de fazer revelações, sejam boas ou não, sentimentos de uma pessoa real que mostra que não é de ferro e que comete erros em relacionamentos ao longo da vida. Supermodel, a faixa que abre, é sobre SZA se sentir feia e suja, é a honestidade e a revelação de segredos de uma época amorosa, onde ela vinga o desprezo do seu ex com sexo. E o disco vai seguindo esse conceito nas próximas 14 músicas. Vemos SZA insegura, a honestidade é bem vista quando ela vem cantar Love Galore com Travis Scott, é uma musica onde ela aprende a se por em primeiro lugar, quando renasceu no fim de um relacionamento sem amor e totalmente doentio de um amante do passado. Não mecha com a SZA.

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Capa do “Ctrl”

Suas músicas com o Kendrick Lamar são bem marcantes, sejam pelas batidas que favorecem os seus vocais, seja pelas letras militantes com temas reais, o que pode ser mais real e marcante do que uma musica sobre “vaginas”? Doves in the Wind é a canção onde ela pega essa energia masculina, aproveita e a canaliza em uma música projetada para o fortalecimento feminino. Sensacional.

Seguindo a linha honesta consigo mesma, em Drew Berrymore SZA retrata a solidão e a baixa autoestima, durante um relacionamento que só causou desgosto. Com uma sonoridade mais sombria e melancólica ela segue cantando “Desculpe, eu só preciso te ver/Me desculpe, eu sou tão grudenta Não quero ser muito/Você realmente quer me amar como você diz que faz?/Dê para mim como você diz que faz?”.

Em Prom SZA vive os sentimentos antes da formatura do ensino médio, usando essa metáfora ela vem cantando sobre suas inseguranças por não não amadurecer junto com o seu parceiro, ela esta vivendo o presente enquanto espera pelo futuro incerto. É uma das minhas prediletas do disco, por ter batidas cativantes e uma edição de mixagem muito viciante.

The Weekend é sobre a mulher saber que não vive em favor dos sentimentos masculinos. Em Garden ela mostra como pode ser vulnerável emocionalmente em um relacionamento onde ela precisa de apoio, e questiona se merece passar por todas as turbulências de um relacionamento onde ela só perde tempo. Em Broken Clocks e Anything ela reforça a idéia de que o amor é a coisa mais preciosa do mundo e de que deseja se aventurar por ai seguindo essa lógica, ambas com batidas e sintetizadores que grudam na cabeça. Normal Girl é SZA se questionando por não ser uma garota normal em relação aos seus sentimentos, ela se mostra como uma pessoa que ainda não soube lidar bem com seus relacionamentos e procura “se concertar”, evitando ser muito selvagem.

Mas mesmo sendo insegura em seus relacionamentos, SZA mostra ser uma Pretty Little Bird, ela chega aos finais do seu disco cantando sobre querer voar livre pelo céu com um grande amor. Ela finaliza Ctrl com 20 Something, onde ela se encontra, e canta que todos passam por esses problemas com 20 e poucos anos. E só resta esperar passar.

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