Years & Years voltaram para cantar sobre sexualidade sem estranheza ou culpa em “Palo Santo”

Desde que ouvi King pela primeira vez, fiquei admirado com a qualidade do pop que Years & Years mostrou ao mundo. E depois de um tempo, eles nos dão mais um disco promessa do pop, o aclamado Palo Santo.

Olly Alexander disse certa vez que não queria que sua sexualidade fosse revelada, e pediu segredo absoluto quanto à isso. Mas daí ele vem em Palo Santo para se mostrar ao mundo e dar voz à comunidade LGBT fazendo um disco de alma aberta com um eletro pop despojado, onde a sexualidade é explicita, andando de caminho oposto de Communion seu disco estréia, onde ele soa sutil e canta com menos baladas que o trabalho atual.

Na verdade, Palo Santo é um pedaço de madeira que costuma ser usado como incenso para limpar e purificar locais das energias negativas, desempenhando um papel fundamental na purificação. Olly Alexander (o vocalista) vê isso como algo semelhante na sua vida, quando ele compõe e cantas suas músicas. Conceito é tudo.

O segundo disco tem como foco central a sexualidade e ele vem falar isso de forma natural, sem culpa ou estranheza. A gente percebeu isso quando vimos Sanctify, o primeiro single, que é na verdade um pop dos anos 90 misturado com um R&B encantador, e batidas tribais. No clipe ele fala das suas experiências com homens “héteros”, enquanto ele vivia como um gay que tinha o papel de leva-los a perdição. Ele se mostra gentil quando diz que entende a vida desses homens com quem ele teve uma relação. “Você não precisa ser direto comigo. Eu sei o que está por baixo da máscara”, ele entende o lado desses homens e se mantém forte e encorajador, ao mesmo tempo em que ele desdenha pela maneira como eles negam a existência da sexualidade homossexual.

O disco vem falar sobre traições, e ouvimos ele cantando sobre amantes e um fim de relacionamento em All for You. Em Karma, com um synthpop calmo e modesto ele canta sobre sobreviver a parentes extremamente homofóbicos, e nos diz que isso só o tornou mais forte. Hipnotized a faixa mais dramática do disco, ele canta sobre você pular de cabeça em um relacionamento tóxico e ver que isso acabou com você.

Em Rendezvos, Olly canta sobre se relacionar com uma pessoa aparentemente doce e inocente, e se enganar sobre ela, esperando uma mudança que provavelmente não virá. If You’re Over Me é uma das minhas canções preferidas, além de ser o segundo single do trio. A música é sobre tentar ser amigo do ex-namorado, e bom, não funciona muito bem. Ele diz quando se “esta em cima dele”, o relacionamento não vai funcionar e a amizade será arruinada. É uma canção com um sinteizador alegre e um pop maduro, é bom demais, obrigado pelo aviso Olly!

O disco é praticamente uma festa que envolve a sonoridade pop dance com eletrônica. Você consegue desfrutar dessa sonoridade quando ouve Preacher. Ouvimos baladas românticas no gospel impecável quando escutamos Here, um gospel impecável que faz uma transição perfeita para Howl sem quebrar o clímax sonoro.

Years & Years fez um disco sensacional novamente. Com produtores de elite como Greg Kurtis, Mark Ralph e Kid Harphoon responsáveis pelos sucessos de trabalhos da Sia, Tinashe, Pink, Britney Spears e outras divas do pop, o resultado do álbum não seria outro a não ser o sucesso. Palo Santo é um trabalho íntimo que faz de Years & Years o trio mais excitante do momento no Reino Unido.

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