“Liberation” | Christina Aguilera quebra as paredes de vidro com seu vocal poderoso e experiente!

E com sua voz poderosa, Xtina declara a liberdade ao soltar Liberation, seu primeiro disco depois de seis anos sem lançar absolutamente nada. Se tem uma coisa que as grandes divas do pop gostam de fazer é revolucionar sua própria sonoridade, pegar sua identidade e aprimorar com seu próprio conceito sem se limitar a nada, esse é uma das habilidades da Christina.

Em termos de “revolucionar sua própria sonoridade” o Liberation se salva com louvor. Se a gente escutar a discografia da Aguilera, vemos o grande salto de uma sonoridade para outra, é claro, mudar é importante. Com 37 anos, Xtina tem uma bagagem musical grande o suficiente para consolida-la como uma das mais influente do cenário pop. Ela sempre fez questão de trazer o conceito nos seus trabalhos, desde a época de Back to Basics ao som de uma maravilhosa velha-vanguarda, logo depois ela vai para o eletro-pop em Bionic. É certo que, em sua carreira houve erros e acertos, mas isso cooperou para a criação de um projeto grandioso.

O Liberation é seu oitavo disco, e ela sabe muito bem a hora de pôr toda sua potência vocal em jogo. Fez um disco com colaborações escolhidas a dedo, tanto para a produção quanto para a criação das composições. Anderson Paak, Kanye West, Che Pope, Mike Dean e Tayla Parx fazem parte do seleto grupo que contribuíram para a criação do disco.

O álbum começa com dois interlúdios, compostos e interpretados pelo Nicholas Britell, ganhador do Oscar com “Melhor Trilha Sonora”. Depois que o segundo interlúdio Searching for Maria chega ao fim, ouvimos o pop em uma das contribuições de Kanye West para o disco, Maria. A canção soa menos confusa que o single Acceleratte (Feito com West também, parceria com Ty Dolla Sign e 2 Chainz), que foi a aposta do seu retorno, e agora, ouvindo o disco, me pergunto “porque liberar Accelarate como lead-single”? Escolha duvidosa.

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Sick of Sittin’ toca em seguida, guitarras afiadas e um vocal poderoso são suficiente para que Xtina dê um rugido empoderado, ela canta “Eles querem pegar meu brilho / Eles querem tomar meu tempo / Mas eu vou tomar o que é meu / Não brinque comigo”Dreamers é outro interlúdio fofo de meninas compartilhando seus grandes sonhos, até que Fall in Line com a Demi Lovato começa a tocar, e ouvimos uma batalha das grandes vozes que a Disney nos deu. O hino feminista foi o ponto alto de divulgação do Liberation, precisávamos ouvir as duas vozes de gerações diferentes do cenário pop falando sobre a liberdade feminina em todos os aspectos, “Tenho vontade de mostrar minha força / E tenho o direito de falar o que penso”. Para mim, uma das melhores canções que 2018 nos deu até agora.

Xtina flerta com o reggae e a canção Right Moves começa, e me arrisco em dizer que é a melhor faixa do disco (só minha opinião importa), a faixa tem colaboração com as cantoras jamaicanas Keida e Shenseea. A faixa Like I Do, tem parceria com GoldLink, mesmo sendo a mais fraca veio com uma sonoridade perfeita para falar de um romance com um rapaz mais jovem e menos sucedido do que ela.

Em Pipe, parceria com XNDA, vemos ela refletindo sobre relacionamentos ruins. Sintetizadores e uma referência aos tempos de brilhantina fazem de Masochist soar tão sexy e romântica quanto Unless it’s With You, a baladinha romântica fala dos seus tramas amorosos, que termina Liberation da forma suave. Aguilera canta a liberdade da sua carreira, da sua vida e se consolida de novo como uma das maiores vozes da Terra. Ela fez um disco maduro, que comprovam suas grandes habilidades.

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