“Invasion of Privacy” da Cardi B, é a prova do seu talento óbvio

Da pobreza à riqueza, Cardi B saiu de um centro de strippers, caiu em um reality show, ficou famosa pelos americanos, começou a se envolver forte com o hip-hop, conquistou o mundo inteiro com o hit Bodak Yellow e nos deu o Invasion of Privacy. Depois de destronar a Taylor Swift, desbancando Look What You Made Me Do em setembro com Bodak Yellow, ela foi ganhando mais espaço, foi conquistando a confiança de outros artistas como Quavo, Bruno Mars e até mesmo a própria Taylor Swift, e recebendo ódio de outros por falar demais, como Azealia Banks e a rainha do rap Nicki MinajEu não sei se começar uma carreira tendo o hate de alguém como Nicki Minaj é um bom jeito de começar a moldar uma carreira, e se fixar na indústria. Pode ser apenas marketing? Talvez. Mas isso está rendendo muita atenção, tanto para Cardi B, quanto para Nicki Minaj. Mas eu já sabia que isso aconteceria, a mídia adora colocar duas mulheres uma contra a outra. 

Invasion of Privacy, é um disco muito engraçado, mas sem deixar de ser sério, afinal, Cardi B, conta sua vida desde o Bronx, brinca com os fracassos amorosos da sua vida, e chama a atenção quando fala sobre sua subida ao topo, quando começou sendo uma stripper. Auto intitulado como Binderella, Cardi agora resolveu mostrar sua herança estrangeira, quando consegue rimar e colocar tudo na sonoridade de cada música. O debut já vem com um histórico ótimo de sucessos, mas isso não foi o suficiente pra criar algo inusitado. Fazer parcerias é essencial. Cardi B escolheu pessoas a dedo para deixar o disco no caminho certo. Com J Bavin e o rapper colombiano Bad Bunny, eles cantam I Like It, explosiva e dançante pra caralho, com uma sonoridade embalada na salsa vanguardista. 


Mostrando ainda sua herança dominicana em Be Careful, que agora se tornou um dos singles, mostra o quanto Cardi pode ser emotiva, a música tem uma expansão do seu talento. Em Drip, com Migos, ela nos trás um hit que chega aos pés de Bodak Yellow. Em I Do, a última faixa do disco nos traz SZA, que fecha Invasion of Privacy da melhor maneira possível. Mas o que me chama atenção no disco, é que Cardi tem uma adoração enorme por Beyoncé, afinal, em todo álbum ela não para de falar sobre jesus Beyoncé. Mas Cardi B, parece que foi feita para o cenário musical atual. Ela envolveu o disco com pop, trouxe uma jogadinha de blues e eu sinto o R&B explodir quando ela canta Ring com a Kehlani. 

É incrivelmente foda você ver uma mulher com um debut aclamado, pisando na garganta de quem achou que ela não fosse longe, ela fez um álbum que pode ser memorável, e ainda fez uma verdadeira máquina de hits, pois todas as cançêes tem cara de hit. Afinal, por trás de tantos palavrões e linguajares baixos, ela mostra um talento muito grande e consegue dar a variedade na sua sonoridade. Cardi só provou que com esse debut ela veio para ficar.




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