#EspecialOscar | O cyberpunk “Blade Runner 2049” é um filme sobre incertezas e solidão

Quem não adora uma bela continuação? Pois então amores, se você é desses sedentos por ficção cientifica e é vidrado numa produção obscura e futurística, eu te indico o clássico Blade Runner – 2049. Bom, o filme teve 5 indicações ao Oscar deste ano, e com toda certeza merece levar todos para casa. O filme é digno de ser chamado de uma verdadeira obra de arte (e não é só porque Ryan Gosling está no elenco).
 
O filme é uma continuação do clássico Blade Runner. Eu geralmente, espero mais de continuações dos anos 80/90. Pois é um salto de tecnologia gigantesco, e fazem o melhor para seguir a mesma linha de raciocínio do filme. Blade Runner é um daqueles filmes que você pode até pensar que é longo (2h30min de filme está bom pra você?), chato e sem ação, mas não. O enredo do filme trabalhou tão bem, que a fluidez no roteiro ficou impecável, quando a gente vê, nem percebe que já está no final. Ele trouxeram no elenco, o Harrison Ford, ele fez o primeiro clássico de 1982, e dá um show de atuação, com o queridinho Ryan Gosling.
 
 
Mas ok, vamos explicar um pouco do que Blade Runner se trata. Num mundo no futuro, a Terra sofreu um atentado por replicantes, dando inicio a exterminação das industrias Tyrell, fazendo o planeta entrar numa crise gigantesca. Então surge Niander Wallace(Jared Leto grito), criador da comida bio-projetada, levando ele a ascensão. Wallace é um empresário ambicioso, daqueles típicos de filmes, sabe? AH! E ele é cego, fazendo sua arrogância ser maior que seu ego. Ryan Goslingé o K, um policial artificial que serve Los Angeles, exterminando replicantes que não tem uma vida pré-determinada. Wallace tem um braço direito, e todas as vezes que a Luv (Sylvia Hoeks) aparece, somos pegos por inteiro com a atuação que ela desenvolve. Luv é uma replicante que no começo vai parecer apenas frágil, submissa e calma, mas com o desenrolar da trama a gente percebe que ela é uma mulher focada, e tem uma elegância mortífera menina, foi o ícone do filme, e foi responsável pela maioria das reviravoltas da trama. 
 
Quando o policial K, não está em trabalho, ele está em casa interagindo com um programa de realidade virtual (tipo o Jarvis do Homem de Ferro) com projeção física. Desde o começo a gente percebe em como K é uma pessoa sem muitas palavras, o que faz com seu papel seja tão adorável quanto em La La Land quando protagonizou Sebastian. Mesmo mostrando tão pouco, ele transmite tranquilidade e uma nobreza romântica quando está perto da projeção, aqui o romantismo aparece com força.Outra personagem que se destacou, foi colecionadora de memórias (A Mackenzi Davis de San JuniperoBlack Mirrors”), ela apareceu poucas vezes mas teve um aprofundamento emotivo forte na personagem. O filme se desenrola a brigas, dramas e um punhado de afronte futurístico. 
 
E SIM! Os efeitos especiais estão sensacionais, fazendo jus ao clímax, deixando aquela tensão no ar. A gente percebe em como esse sci-fi teve uma evolução comparado ao filme original oitentista. Lógico. Mas eles se superaram, em todas as formas. O enquadramento louvável das câmeras, nos dando uma fotografia FUDIDA de tão linda, nos renderiam ótimas molduras. Cara, é uma coisa muito fantástica, pois é tudo muito reciproco, a gente fica doido quando começa a assistir e sente toda a pressão que o filme quer nos mostrar.
 
A trilha sonora não fica para trás de nada. Blade Runner nos deu uma edição de som tão perfeita, que fica até difícil ele não vencer todas as indicações do Oscar 2018. A trilha sonora é notável, e vai nos acompanhar com perfeição em cada cena. Um efeito de som tão bem projetado e pensado para cada expressão facial ou um gesto agressivo que for de cada personagem, te faz repensar no novo conceito de trilha sonora.
 
Nos levando à conclusão de que será uma obra-prima, que não vai ser esquecida tão cedo, Blade Runner nos faz refletir sobre muitas coisas, como a solidão, angustias e relações familiares. Introduziram esses temas tão bem em Blade Runner fazendo toda produção ser bem recíproca em cada detalhe minimalista. Bom, se terá uma continuação eu não sei, por mim teria mais um filme pra deixar tudo mais as claras, mas se não ter uma continuação, esta tudo bem também, porque a conclusão do filme esta ótima. O filme não é para agradar a todos, mas é certo dizermos que a definição de filme cyberpunk foi atualizado com louvor.

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