#EspecialGrammy | 4:44 do Jay Z é Um Disco Poderoso!

Ano passado o mundo ganhava mais um testamento, de um dos artistas mais poderosos do planeta. Jay Z, mostrou a todos, o seu 13° trabalho, e sem parecer muito radiofônico, deu mais um passo na sua carreira, construindo outro trabalho sólido, que vai ficar pendurado por gerações na história do hip-hop, com mensagens puras e afiadas, que cortam para todos os lados. E bom, o 4:44 foi líder em indicações ao 60° Grammy, e não é para tanto, o disco do rapper é bom demais.
 
Devo admitir, eu não estou tão acostumado com o hip-hop, mas eu adoro ver quando os artistas colocam todo o conceito e conseguem passar suas mensagens em todo  o trabalho que produzem. Esse disco do Jay Z é um dos mais íntimos que ele já fez em toda a sua carreira, e o mais humilde também. Com quase 30 anos na indústria, ele foi crescendo, construindo seu próprio império musical, redefinindo o conceito da música, até agora.
 
CAPA DO DISCO
Se a gente ouvir o 4:44, vamos perceber que a intenção do Jay Z, não é fazer hits, esse trabalho ta longe dos charts. Visto como uma das personalidades mais fortes do hip-hop, Jay levou no disco todas as raízes negras, você vai ouvir hip-hop, com melodias e samples de grandes nomes como Nina Simone, Frank Ocean e gêneros difundidos nas canções como Jazz e R&B. Um álbum tão completo assim, soa pessoal e leva respostas e argumentos sobre o que ele pensa sobre a vida dele.
 
Kill Jay Z abre o disco, e já mostra toda sinceridade do rapper para com o público, as alfinetadas que ele dá na imprensa, falando de poder, dinheiro, sobre o seu casamento, sobre o caso da Solange no elevador e até mesmo sobre a cobra Kanye West.. Daí em diante é só verbo rasgado. O bom, é que Jay Z não precisou chamar uma galera para parcerias, deixando seu trabalho mais seleto ainda. Fica claro, que o seu objeto não é revolucionar o hip-hop.
 
Em Smile, Gloria Carter , a mãe de Jay, que se assumiu homossexual recentemente, canta Porque é isso que você quer que eles vejam. Viver duas vidas, feliz, mas não livre Jay Z trata sobre a homossexualidade no seu trabalho, envolvendo e trazendo vários dilemas familiares que ele já presenciou, deixando seu trabalho tão humano e intimo, que percebemos que ele é muito mais que uma personalidade bem sucedida, mas um ser humano.
 
FOTO DO CLIPE DE ‘SMILE’
Na canção 4:44, tem a resposta como pedidos de desculpas a traição com umas das mulheres mais renomadas do Planeta, to falando de Beyoncé. Ele escreveu o diálogo inteiro das conversas que teve com Bey, ele mostra o arrependimento nas letras e na sonoridade. Mas foi só em Family Feud, que com a parceria com Beyoncé, Jay fala sobre a importância da família, mostrando os sonhos, as derrotas, as glórias que enfrentam pra no fim ficarem unidas. A música ainda tem uma indicação ao Grammy como melhor parceria. Bey canta, Bey abençoa!
 
Story Of J.O foi uma das canções que mais gostei, a faixa trás um clipe animado em preto e branco, uma animação recheada de simbolismos, criticando o sistema, os valores americanos e tratando do racismo, falando de como o negros ergueram praticamente uma América. UMA PORRADA! Tem samples da Nina Simone, e a raiz negra ta fortíssima. Jay Z é um gênio amores. Moonlight é uma critica ao erro que ocorreu no Oscar 2017, quando erraram ao anunciar o nome dos vencedores ao ‘Filme do Ano’, chamando La La Land ao invés de Moonlight, e teve todo aquele alvoroço, roubando o momento que era só do elenco de Moonlight, que eram só negros inclusive. No verso “Estamos presos em La La Land. Mesmo quando ganhamos, nós perderemos” Jay critica a industria cinematográfica. Não só na letra ele faz a critica, mas no clipe, ele desdenha o teatro pela falta de representatividade negra e a falta de créditos que os negros não tem no teatro. UM HINO!

 

O disco ainda conta com uma produção audiovisual brilhante. Jay faz questão de destacar o conceito que ele quer trazer em cada música, através dos clipes. Quase que um álbum visual, porque praticamente todas as músicas possuem um clipe que duram em média de 8min. Ele não ta brincando.

Jay Z, está em um novo patamar da sua carreira agora. Afastando o disco dos charts, ele mostra que é uma figura importante, um artista que conseguiu sobreviver a acusações, dilemas e problemas, como todo mundo. Toda a sua experiência com quase 50 anos, e mostrada de uma forma poética, uma sonoridade diferente e coerente com todas as mensagens que ele quer passar. 4:44 é um disco marcante, recheado de sentimentos, particularidades, deixando a mostra a vulnerabilidade e o intimo do Jay Z.

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