‘The Thrill of it All’ do Sam Smith é Pé no chão, Íntimo e Explosivo!

Em 2011, o mundo presenciava o nascimento de uma das maiores vozes masculinas da década, e via que o futuro estava mais que salvo em suas mãos, estou falando do Sam Smith. E pra nossa felicidade, ele lança um dos melhores álbuns do ano, e prova que todos os Grammy’s e até o Oscar, foram mais que merecidos. E com esse trabalho, concluo mais uma vez, que se tem uma coisa que o pop faz bem, é transformar a dor dos romances falhos em belos hinos de socorro e baladas de desafios inspiradoras para os próximos amores que virão.
 
Eu me lembro de que antes dele voltar, eu me perguntei “Por onde será que anda Sam Smith?”, ta na hora de mostrar a cara, né amore? E no outro dia, ele lança o lead-single Too Good at Goodbyes, com arranjos que só ele poderia nos dar e com um vocal belíssimo, Sam voltou dizendo que é ótimo com despedidas e já está acostumado com partidas. Sam Smith estava pronto pra começar uma era, um trabalho, e falar sobre corações partidos. Mas The Trill of It All, é diferente do seu disco anterior e bem sucedido In The Lonely Hour ! Nem falo tanto pela sonoridade, até porque, nesse novo trabalho ele não arriscou muito em coisas novas, mas digo pelas suas letras. O príncipe do soul/pop trouxe letras fortes, que mostram o seu lado mais romântico e sexual.
 
O antigo trabalho, In the Lonely Hour é um álbum, que fala sobre amores que não tiveram um bom final, mas de formas genéricas sabe? Que a gente já estava acostumado a ouvir em outros trabalhos. Mas em The Thrill of It All, Sam mostra o seu verdadeiro lado, mostra os sentimentos de um homem gay, mostra decepções, um coração que foi partido por outro homem, e isso é uma coisa importante. Assim como o tema político nos Estados Unidos, vem se destacando e ganhando espaço nos trabalhos de divas pop, ele não fica atrás em ajudar e mostrar apoio para quem precisa e merece. Sam mostrou ser tão forte, e mostrou isso da melhor forma possível no seu trabalho genial. Ele teve coragem suficiente e não se incomodou se as pessoas ficariam sem jeito ouvindo suas músicas, pois é o mundo tem dessas de não aceitar as diferenças. Você que representatividade @?

Sam é um daqueles cantores meigos, que vai te dar duas opções quando você ouvir na primeira vez, ou você vai odiar a sua voz achando incomoda e enjoativa, ou vai apreciar o vocal tremulo e singular. Ele tem a audácia que precisamos e a versatilidade músical, passeando pelo R&B e soul sem perder a graça!
 
O álbum, trás 14 faixas na versão deluxe, tendo um featuring com a YEBBA, e a faixa com essa garota maravilhosa, não decepciona. O piano toma conta do disco, e consegue deixar o trabalho intenso sem ficar enjoativo, se você adora uma melancolia, pode apostar que tudo pode melhorar com a emoção do coro gospel como já vimos antes. Você não vai se decepcionar em Burning, que trás a decepção e amargura num nível insano (realidades ditas) na letra que Sam canta. HIM é um hino LGBT, que vem seguida da maravilhosa Baby, You Make Me Crazy, é a mais dançante e a que mais gosto do disco, não só pelo reaggae misturado com o soul de uma forma geniosa, mas pela forma que Smith retrata um abandono e um amor que não vai ser correspondido. 
 
Ele fez um álbum despojado, com o coração aberto e as veias costuradas pela decepção do amor fracassado, que faz.

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