Lorde retorna triunfante e nos deixa prostrados perante o seu Melodrama


A espera acabou. E depois de quase quatro anos, sem nos apresentar nada além de featurings e músicas pra trilha sonora de Hunger Games, Lorde volta e deixa o mundo encurvado perante o seu testamento para o planeta Melodrama.

Lorde volta com mais um trabalho incrível nas mãos, e ela supriu as expectativas de todos com esse novo disco. Na verdade quando ela soltou Green Light, com o clipe, o primeiro single do álbum, eu sabia que ela iria surpreender a todos de novo. E surpreendeu. Lançou o Melodrama, e na sua primeira semana de lançamento colocou todas as fixas no top 200 das músicas mais ouvidas do Spotify, rainha faz assim né?

E mesmo sem um hit no disco, como foi Royals do Pure Heroine; Melodrama não deixa a desejar, Lorde conseguiu fazer o mesmo feito nesse novo trabalho, que é colocar sua identidade marcante e forte no seu trabalho, compondo suas próprias músicas e sem se escorar em nada. Mas era isso que eu esperava dela. Até porque, ela não se entrega a hits e charts, por mais que seja importante, com muitas criticas positivas e com sinal verde no Metacritc, Lorde gosta de causar no seu modo dramático e juvenil.

Melodrama começa com o single Green Light, que veio com tudo e mostra a energia que a neozelandesa quer mostrar, e na verdade esse hino é só a abertura do tema “uma noite de festa”, o tema central do disco, seguido da melodia sensual e majestosa de Sober, que tem a continuação em Sober II (Melodrama),   a melodia da música combinada com o tom certo da Lorde faz você querer ouvir repetidas vezes sem enjoar, e gente, é hino atrás de hino. Mas Lorde quer mais, ela continua falando dessa “noite de festa” sem medo de ser feliz, e ela vem com Homamade Dynamite pra nos contar com suspiros, sussurros e um clima misterioso, a esperança de um alguém aparecer nessa festa antes da noite acabar. The Louvrefoi feita pra mostrar a sonoridade incrível que Lorde pode fazer, e abre novos rumos que o disco quer ir até chegar no ponto real, mostrando a quebra de expectativas, a decepção que ela sofre em um relacionamento, que fez ela sair pra tentar esquecer. Em seguida vem a musica que eu mais gosto no álbum, Liability, sobre aceitar que as coisas não deram certo na relação, e que a culpa deve ser dela por ter chegado no fim, ou seja, Lorde deve ta chorando na boate (?). 
Em Hard Feelings/Loveless, você ouve a faixa e já nota o que Lorde ta querendo entregar, e qual rumo tomar, um momento difícil pra ela enfrentar, e lembranças daquilo que chegou no seu fim. Wrinter In The Dark é a canção mais simples do álbum, mais vai deixar você prostrado com elementos tão simples que e bem combinados, só com com piano e vocal ela fez um hino. Supercut é a faixa gloriosa amados, que trouxe novos ares pro Melodrama, com batidas gostosas, e bem dançante. Liability (Reprise) é a faixa onde Lorde diz que está tudo bem, e é hora de dar a volta por cima, terminando com Perfect Places, deixando tudo mais natural e onde tudo acaba, com aquela pergunta “onde fica os lugares perfeitos?”.


Lorde entregou um trabalho genial, com uma sonoridade incrível, onde notamos em como ela está mais amadurecida, que esta aprendendo a lidar com suas emoções, Lorde terminou um relacionamento em 2015 e desde então começou a trabalhar com o seu término fazendo e produzindo algo digno, que podemos chamar de uma arte mal interpretada.

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