Cara Gente Branca escancarando verdades sobre diferenças raciais | Netflix (2017)


O cenário racial no mundo cinematográfico esta mudando, e a cada ano que passa a gente se orgulha desse feito. O mundo luta pra propagar o empoderamento feminino, LGBT e negro com seus discursos, através da música ou através da sétima arte, isso é bom. Mas vamos voltar a atenção para a nova série que vai tratar sobre temas raciais, e o feminismo em diversos aspectos, Cara Gente Branca.

Mas assim como o filme, Cara Gente Brancanão esta tendo a devida atenção como deveria ter, tudo está muito calmo, até porque, Dear White People sofreu um boicote gigante quando a Netflixdivulgou o primeiro teaser da série, eu pensei comigo, “pronto, vamos ter mais um tema a discutir e internet vai quebrar”, mas foi para o outro lado. A proposta da série é clara e objetiva, entender o movimento negro e nos ajudar a seguir nossas vidas sem estereótipos. Mostra personagens da série, tentando mudar para serem aceitos nos grupos sociais. Transmite ainda temas como a sexualidade e mudanças que temos que percorrer pra nos achar num mundo cheio de diferenças.
A série gira em torno de Samantha White (Logan Browning), uma líder negra, ativista, empoderada e nata, que tem um programa de rádio chamado “Cara Gente Branca” e ali ela solta suas verdades. Sam é uma personagem que esta em busca de reformas raciais no campus, e lidera um movimento com um grupo de negros que mostram a guerra racial existente na universidade. A série mostra a cultura dos estudantes americanos, mas sem forçar muito. Com o decorrer da história a gente vai perceber que Dear White People é uma série pra refletir sobre o que realmente acontece no cenário racial do mundo. O enredo começa com o polêmico Blackface, que se refere à prática teatral, na qual pintavam o rosto e o corpo de carvão para representar afro-americanos nos palcos, e um modo pejorativo e estereotipado de falar que você é negro nos palcos, era bem popular no século 19, mas chegou (ou era pra ter chegado) ao fim com o Movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. A série vem praticamente com metade dos seus episódios pra falar sobre isso, pra discutir esse movimento blackface que aconteceu numa festa de halloween organizada por estudantes brancos, mas tudo começa a ganhar um novo rumo quando o roteiro insinua a verdade existente no tratamento que a justiça e o estado têm com negros. No episódio onde o policial, aponta a arma para o personagem da série, ou ainda, chamarem a policia pra impedir que algo de pior aconteça porque tem um negro na discussão (?), mas eu consegui entender a proposta real do episodio. Ao citar os nomes dos negros que foram mortos por tiras, consegui seguir uma nova linha de raciocínio. O roteiro não deixa nada muito enjoativo e repetitivo, tudo fica onde deve ficar. Depois que terminei a série, refleti bastante sobre todo esse assunto, um tanto delicado na verdade.

As pessoas podem pensar que isso é “vitimismo” ou “mimimi” de uma geração. Mas não é vitimismo. É a realidade das coisas.
Temos então um série que merecia toda a atenção do mundo, a fotografia, o enredo e o figurino estão contemplativos, a trilha sonora que tinha tudo pra ser grandiosa, deixou a desejar um pouco mas nada que prejudique o bom trabalho e o mérito da série. Até porque ela quer que você aprenda alguma coisa.

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