O SORRISO DE MONA LISA – CONSERVADORISMO, ARTE E O EMPODERAMENTO




Criei um costume gigantesco, ao chegar em casa, sentar no sofá e assistir um filme antes de dormir, penso que assistindo algum filme minha mente possa viajar um pouco e sair da rotina. Mas em uma noite dessas, depois de um longo dia, cheguei da faculdade e já liguei em qualquer canal de filmes, e para a minha surpresa, O Sorriso de Mona Lisa, estava passando na telona, foi a terceira vez que assistia. Digo “minha surpresa” pois esse filme é realmente fascinante, e além de passar um pouco de Arte, fala sobre a luta das mulheres na época a essência e o notório cenário de costumes do começo da década de 90 me faz pensar muito sobre a luta das mulheres.

O Sorriso de Mona Lisaé um drama maravilhoso, dirigido por Mike Newell no ano de 2003 (antigo né?); na qual temos como protagonista a talentosa Julia Roberts, que interpreta a professora Katherine Watson, que leciona Arte em uma escola tradicional para garotas em Califórnia. O filme todo é muito brilhante, Katherine vive e pensa uma vida totalmente diferente das mulheres da época. Ela está no ano de 1953, e bom, nessa época, por mais que o feminismo já existia, e muitas lutas de mulheres tenham sido feitas, esse movimento não estava com tanta força assim, e os “usos e costumes” eram fortes ainda, como por exemplo, a mulher ser submissa ao homem. Bom, quando a professora é contratada pela escola, ela se depara com uma grande barreira de tradições, não só da escola, mas como também, pelas suas alunas. Então Katherine, começa, além de lecionar artes, querer abrir a mente das suas alunas, mostrando que a vida de uma mulher não é só limpar, passar, cozinhar e cuidar da casa, dos filhos e do marido, ela começa a mostrar a elas que a mulher pode ir muito mais além disso, estudar, ter uma carreira de sucesso, ser ela mesma e não precisar de um homem pra viver e se sustentar, a essência de feminismo que existe dentro dela me fez ficar encantado pela personagem . O filme é realmente um tiro de muito empoderamento, mostra uma aluna que, está recém-casada, e já tem que conviver com as traições do marido, ou outra, que quer ser advogada ao invés de casar depois do ensino médio.



Uma das cenas que me deixou horrorizado, na verdade foi um choque de realidades; foi quando uma das alunas que acabara de se casar, a brilhante Betty, interpretada pela Kirsten Dunst, eterna Mary Jane. Quer mostrar a amiga um presente incrível, o sonho dela e de qualquer mulher da época; Uma lavanderia. Uma lavanderia gente! A escola era tradicional, e só tinha alunas brilhantes, que no final do ensino médio se transformam em mulheres do lar. Eram obrigadas a pensar apenas nisso. Nada contra também, mas todos temos escolhas, os rótulos daquela época eram tão grandes que a única coisa que elas pensavam era nisso, eram ensinadas a ser o resultado perfeito de uma dona de casa.

O filme é ótimo, eu indico bastante, por mais que seja antigo, o roteiro merece uma chance, e vai com certeza fascinar vocês. 

Nota do Backstage:

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